Ensino Superior

AAC e UC unem-se pela empregabilidade

Catarina Duarte

Feira de emprego pretende realizar um intercâmbio entre empresas e jovens universitários ou recém-formados. Iniciativa agrada a jovens e a firmas presentes. Por Joana Almeida e Catarina Duarte

Nos dias 24 e 25 de novembro decorre, no Pavilhão 1 do Estádio Universitário de Coimbra, a Feira de Emprego UC & AAC. Após uma ausência de aproximadamente 10 anos, o regresso do evento visa, sobretudo, estabelecer um contacto mais próximo entre os jovens e a dinâmica do mercado de trabalho. A atividade proporciona também uma ampla visão da oferta disponível, conta ainda com a possibilidade de sessão fotográfica e dicas para a melhoria do curriculum vitae.

A feira recebe 77 entidades nas áreas da tecnologia, ciência, saúde, consultadoria e marketing marcam presença na iniciativa, com expositores ilustrativos, ‘workshops’ e palestras. Pedro Monteiro, vice-presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), realça a “capacidade e flexibilidade das empresas” em contratar estudantes de diversas áreas para os cargos disponíveis. Contudo, reconhece a dificuldade em encontrar organizações direcionadas para estudantes de letras, como o próprio Núcleo de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC) já tinha evidenciado na Assembleia de Núcleos.

O vice-presidente acredita que a realização da feira é uma “alavanca essencial para a criação de mais iniciativas dentro de Coimbra”, dado que “a cidade conta com algumas características mais negativas no que toca à oferta de empresas e até áreas profissionais”. O contacto presencial entre estudantes e empresas também é uma “mais-valia para o esclarecimento de possíveis dúvidas que os jovens possam ter em relação a empresas ou mercado de trabalho”, segundo Pedro Monteiro. O estudante afirma ser “benéfico para todos”, uma vez que a empresa consegue desenvolver, desde logo, uma compreensão do seu público-alvo por entre os jovens em busca de emprego. Em relação ao abandono escolar, Pedro Monteiro, afirma que, apesar do fator socioeconómico ser o principal, “muitos dos recém-licenciados são contratados mesmo antes de finalizarem a licenciatura o que acaba por se tornar num falso abandono escolar, especialmente na área da Engenharia Informática”.

Entidades e indústrias presentes realçam o sucesso na adesão e organização do evento, como destaca Luís Veiga, responsável de comunicação da empresa Huf Portuguesa. É necessário “promover e fortalecer o intercâmbio existente entre empresas e universidades”, afirma. O objetivo é que as entidades empregadoras fiquem a par da “evolução dos estudos e formação dos jovens de maneira a descobrirem onde se encontram os profissionais do futuro”, salienta.

De acordo com Rafael Ferreira, responsável pelo setor de Recursos Humanos na multinacional Sonae Arauco em Oliveira do Hospital, um dos principais objetivos das empresas é “colher o potencial dos estudantes”, vindos das mais variadas áreas de formação. Acrescenta que há uma grande procura por estágios curriculares e profissionais, já que muitos dos jovens que visitam a feira ainda se encontram a terminar os estudos. Já Mónica Gonçalves, recém mestre em Design e Multimédia na UC, destaca a importância da ajuda disponibilizada dentro do evento na elaboração de curriculum vitae e aponta que iniciativas como esta são uma “porta aberta para o mundo da empregabilidade”.

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