Cultura

APURAdos para mais uma edição?

Raquel Lucas

Sessão de apresentação celebrou apoio monetário por parte da CMC em relação ao evento. Valorização cultural e artística a nível local mantém-se como premissa do projeto. Por Raquel Lucas

Já se conhecem todos os detalhes sobre a quarta edição do Festival APURA, projeto de arte e música independente a acontecer nos dias 21, 22 e 23 de setembro no centro de Coimbra. O evento, que teve a sua primeira edição em 2018, foi criado e organizado pela Associação Cultural APURA, que deu a conhecer a nova edição do festival nesta quinta-feira, no novo espaço da Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto, pelas 17h.

A sessão de apresentação foi guiada por Bernardo Rocha e Maria Cunha, organizadores do evento, que deram a conhecer a programação e, junto do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, anunciaram o apoio financeiro por parte do município ao festival. Também estiveram presentes alguns representantes da Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto e da República da Praça, espaços que vão acolher o evento, assim como da Rádio Universidade de Coimbra, entidade parceira do projeto.

Durante a conferência foi demonstrado, por todas as partes, o interesse e a importância desta colaboração a nível local, cultural e artístico. Nesse sentido, José Manuel Silva parabenizou a organização e agradeceu por toda a conjugação de agentes culturais e sociais da cidade em torno de um evento que descreveu como “distintivo” e “estimulante” para Coimbra. De acordo com o autarca, este é “um projeto que junta jovens criadores de várias manifestações artísticas num espaço magnífico” que, a seu ver, vai contribuir para “tornar Coimbra num maior centro de cultura em Portugal”.

À semelhança da edição anterior, este ano o Festival APURA também vai contar com uma sessão de ‘warm-up’, distribuída pelos dias 12, 13, 14 e 17 de setembro, apetrechada de atividades culturais. São elas alguns concertos, workshops, exposições, uma sessão de cinema ao ar livre e, ainda, a apresentação de um projeto literário por parte da Subsolo, iniciativa editorial criada em Coimbra. De acordo com Maria Cunha, o objetivo é “estabelecer uma série de projetos multidisciplinares que sejam um porto, não só de artistas, mas também de outras entidades informais da cidade”.

“Apura o teu ‘underground’” permanece como o mote do festival que, em relação a edições anteriores, deu um salto que permitiu adicionar ao cartaz algumas estreias e nomes emergentes de universos artísticos fora de Coimbra. É o caso de B Fachada, artista que, durante o ‘warm-up’, vai atuar na Real República do Bota Abaixo, na República dos Fantasmas, nos Paços da República dos Kágados e na Real República Rápo-Táxo, de forma a angariar fundos para as casas dos estudantes. No entanto, e segundo Bernardo Rocha, “a premissa de valorizar e reconhecer artistas locais mantém-se”, pelo que o ‘underground’ se reflete nos espaços e nas práticas artísticas locais apresentadas e valorizadas pelo festival.

No que toca à adesão, os organizadores não mantêm altas expectativas, devido, em grande parte, à dimensão dos espaços em que vai decorrer o evento, que não albergam um elevado número de pessoas. Ainda assim, encaram essa realidade com uma atitude positiva, dado que o objetivo de cada edição é “adaptar-se às propostas artísticas” e, nesse sentido, os espetáculos vão “atrair pessoas interessadas em conhecer novos artistas”, refere Bernardo Rocha.

Nomes como Saeira, Luís Antero, Rodrigo Silveira, Victor Torpedo and The Pop Kids, Marco Santos e Matilde Tarrinha & Assafrão vão pisar os palcos do Salão Brazil e da Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto ao longo de dia 21, 22 e 23 de setembro. Para terminar cada dia vão haver, ainda, sets musicais por parte de artistas como Van Der, Instrumental Violence e Pearte, na República da Praça. É de salientar, ainda, que estas atuações são de acesso gratuito. 

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