Cultura

Mais uma Queima das Fitas, mais um balanço

Maria Inês Pinela

Carlos Missel refere que “Grupos Académicos continuaram a tocar sem ampliação de som” no Chá Dançante. Dia do Antigo estudante traz versão diferente pela especificidade do dia. Por Maria Inês Pinela

No último dia da Queima das Fitas 2023 (QF´23), a organização do evento procedeu a um balanço geral da festa dos estudantes. O coordenador-geral da Comissão Organizadora da QF´23 (COQF), Carlos Missel, caracteriza o evento como “bastante positivo”. Acrescenta que este superou as expectativas, apesar de admitir algumas dificuldades ao longo do percurso em termos de logística e inflação, porque “a receita foi maior, mas a despesa também”. Carlos Missel revela que se aumentou o preço dos bilhetes, mas que o valor do bilhete de bolseiro se manteve, pois reconhece que os estudantes bolsistas são “mais carenciados” e “uma preocupação” para a organização do evento.

Ao longo da semana, foram vendidos cerca de cem mil bilhetes pontuais e juntam-se a esse número os dez mil bilhetes gerais já vendidos. O dia em que circularam mais pessoas pelo recinto foi o dia em que Ivete Sangalo foi cabeça de cartaz, com 25 mil bilhetes pontuais vendidos, afirma o coordenador-geral da COQF. No entanto, reconhece que “o registo das entradas passou os 25 mil”, devido aos bilhetes protocolares. Em relação a estes, Carlos Missel afirma que “existem ainda ajustes a fazer”, mas frisa que há pessoas que o merecem “pelo contributo à festa e à academia”. Todavia, salienta que “existem pessoas que estão protocoladas em regulamento”, e aí “talvez deve haver um ajuste por baixo”.

A COQF foi também questionada sobre o Chá Dançante desta edição, que foi recheado de contratempos. O evento acabou mais cedo que o previsto, e “os grupos académicos continuaram a tocar sem amplificação sonora”, explica o coordenador-geral. Declara também que, em todos os seus anos de Queima das Fitas, nunca existiu um Chá Dançante que acabou antes das seis da manhã. Segundo Carlos Missel, a organização já sabia “há algum tempo” que a licença da Câmara Municipal de Coimbra não se podia estender até às 06 horas, mas que tentaram “até à última” falar com o município para esse efeito.

Quanto ao dia do Antigo Estudante, que se vai realizar amanhã, o coordenador-geral da COQF anuncia que este vai ter “um ambiente um pouco diferente do habitual pela especificidade do dia”.  A configuração do mesmo vai ser distinta, por exemplo, por não ter sistema ‘cashless’. Ainda sobre a data, declara que gostaria muito que as barracas e bancas, tanto das secções da Associação Académica de Coimbra, como dos núcleos de estudantes, ainda se mantivessem presentes na Praça da Canção. “Era uma boa oportunidade para os antigos estudantes irem às bancas dos seus antigos núcleos”, confessa.

Alguns estudantes foram questionados pelo Jornal A Cabra sobre a QF’23. Diogo Breda, estudante de Desporto na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, refere como pontos positivos da festa os artistas. Como pontos menos positivos, aponta que, em alguns dias, o recinto estava “demasiado lotado”, como os dois últimos dias. Carlos Missel afirma que, em relação ao ano passado, o recinto pode receber mais 5 mil pessoas, tendo uma lotação total de 25 mil.

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