Ensino Superior

Maria da Fonte regressa em terceiro festival de Tunas Femininas

Marijú Tavares

Após quatro anos, Estudantina Feminina de Coimbra apresenta dois novos temas. Ana Rita Andrade, membro da Estudantina, afirma que evento representa a união do grupo. Por Marijú Tavares

O festival de tunas femininas Maria da Fonte vai ter lugar no dia 22 de abril, no centro Norton de Matos, após quatro anos de interrupção. A Estudantina Feminina de Coimbra da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) vai receber as “Mondeguinas” a concurso bem como tunas de três outras faculdades do país.

O III Maria da Fonte vai contar com: a Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho, “Tun’ao Minho, a Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), e a Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto (TUNAF). O festival, inspirado na Revolta do Minho, volta com três novas músicas da Estudantina, duas delas originais e uma adaptação interpretada à capela. A abertura vai ser feita por duas alunas da escola de fado da SF/AAC.

Ana Rita Andrade, membro da SF/AAC, explica que o intervalo de quatro anos entre as edições deve-se à Covid-19, à falta de “renovação de gerações e espaços em Coimbra para a realização do evento”.  Não obstante, declara que as expectativas para o festival são “bastante elevadas” e sublinha o orgulho do grupo por poder “levar o tema original que inspirou o cartaz do festival a palco”. Acrescenta ainda que, o tema que vem de “uma geração que saiu”, vai renuí-los como representação dessa união.

Num balanço, sobre a posição da estudantina no âmbito cultural, Ana Rita Andrade considera que o grupo “acaba por ter um papel relevante na AAC”. Por outro lado, afirma que neste momento, a Câmara Municipal de Coimbra não fornece esse “nível de apoio”. O festival, que vai ter lugar no sábado à noite, vai contar ainda com uma atuação extraconcurso do Grupo de Cordas e o Fado No Feminino, ambos da SF/AAC. O plano de atividades termina com um momento de convívio e apelo ao donativo à República dos Fantasmas.

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