Ensino Superior

Tomada de Posse da Comissão Organizadora da QF’23

Ana Filipa Paz

Serenata na Sé Velha, artistas internacionais e alterações no recinto são algumas das ambições para este ano. Coordenador-geral da COQF adianta que “preço geral para bolseiros não vai subir, mas o resto será analisado consoante inflação”. Por Ana Filipa Paz

A tomada de posse da Comissão Organizadora da Queima das Fitas 2023 (COQF’23) realizou-se esta quinta-feira, no dia 19 de janeiro, pelas 19h, na Sala Carvão da Casa das Caldeiras. O evento contou com a presença do presidente da Mesa da Assembleia Magna, Gonçalo Pardal, do dux veteranorum, Matias Correia, e do administrador da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Diogo Tomázio.

O dux veteranorum lança um repto aos comissários para que “não se limitem a cumprir um plano de atividades, o objetivo deve ser almejar superar esse plano e procurar deixar uma marca na Queima das Fitas”. Já o administrador da DG/AAC, alerta para a responsabilidade de organizar este evento: “A Queima das Fitas não é só da Académica, é também da cidade de Coimbra”, remata.

O coordenador-geral da COQF, Carlos Míssel, espera conseguir “melhorar alguns aspetos que não correram tão bem” em edições anteriores e “elevar o nome da festa para outros patamares”. No que diz respeito ao aumento do preço dos bilhetes gerais, o coordenador-geral da COQF afirma que “o preço geral para os bolseiros não vai subir, mas o resto será analisado consoante a inflação”. Adiantou ainda que “o objetivo da equipa será sempre que a serenata volte à Sé Velha”, pelo que se prevê que volte a acontecer, caso as condições de segurança o permitam.

Segundo o coordenador-geral da COQF, “o cartaz está quase finalizado” e alguns artistas vão ser revelados nas próximas semanas. “A filosofia que a comissão adotou este ano é a de não repetir nenhum artista”, declara. Além de “exponenciar e melhorar as atividades das noites do parque”, a COQF antevê possíveis alterações no recinto, que “estão a ser estudadas junto da Câmara Municipal de Coimbra”. Anuncia ainda o “investimento em artistas internacionais durante a semana”, que determinou o sucesso da QF’22.

Quando questionado acerca da continuação da realização do dia da Secção de Fado da AAC na programação da QF’23, Carlos Míssel explica que a organização pretende “propor uma reunião com todos os grupos académicos”, para perceber quais as suas preferências. “Não cabe à Queima das Fitas impor quantas vezes os grupos vão atuar, nem quando devem atuar”, sublinha, pelo que a decisão será tomada com base numa “discussão aberta e abrangente”.

O presidente do Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra – Magnum Consilium Veteranorum (MCV), reitera que “este vai ser um ano de melhoramentos da Queima das Fitas e de testar a adesão das pessoas a algumas iniciativas novas”. Sem querer adiantar mais detalhes, Matias Correia confirma que “o Baile de Gala da Queima das Fitas vai ser reformulado, vai ter um espaço diferente”. Refere, também, a vontade por parte do MCV em “se focar na venda das Pastinhas Dr. Elísio de Moura, que é a atividade solidária mais antiga em Portugal e continua com uma adesão baixa”.

O Chá das Cinco e o Chá Dançante vão voltar a ser dinamizados, com a recuperação dos moldes antigos, “com bastantes estudantes e uma grande boémia caracterizadora de Coimbra”, remata o dux veteranorum. “Por ter tido sucesso no ano passado”, a Ceia dos Boémios vai acontecer outra vez, conclui.

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