Ciência & Tecnologia

UC desenvolve estruturas “lego” destinadas à construção civil

Fotografia cedida por Cristina Pinto

Iniciativa produz peças em massa que podem ser reutilizadas. Projeto INNO3DJOINTS, que faz parte da Comissão da UE, tem investimento de 1,5 milhões de euros. Por Ana Haeitmann e Cátia Gonçalves

A Universidade de Coimbra (UC) lidera um projeto de construção modular híbrida. Luís Simões da Silva, professor catedrático do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, coordena a iniciativa. O desenvolvimento de estruturas, que são como “lego”, tem potencial económico e ecológico e visa beneficiar as empresas do consórcio e representar ‘’uma quota significativa no mercado’’. 

O projeto “Innovative 3D Joints for Robust and Economic Tubular Construction – INNO3DJOINTS”, que se baseia no desenvolvimento de estruturas desmontáveis, permite que a construção seja mais modular. O professor explica que ‘’o processo se torna mais rentável devido ao fácil fabrico em massa o que diminui o custo”. Também acrescenta que ‘’por se tratarem de peças desmontáveis e reutilizáveis, se tornam melhores opções a nível ambiental.’’

Além disso, Luís Simões da Silva espera que este método possa “ser visto como uma outra solução para os profissionais da área”. O método do INNO3DJOINT utiliza “colunas tubulares com perfis de aço feitos a frio”, explica o coordenador, “as juntas foram testadas e depois produzidas em tamanho real 3D”. Vale ressaltar que o empreendimento pode “atrair investimento científico para a UC, mas na sua maioria vai trazer lucro para as empresas parceiras da iniciativa”, complementa.

O empreendimento, segundo Luís Simões da Silva, conta com 1,5 milhões de euros da Comissão Europeia, e tem como colaboradores a empresa francesa CTICM e a espanhola Condessa, além da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, e da Universidade de Nápoles “Federico II”, em Itália. Vinca que “a iniciativa pode revolucionar a construção civil de forma significativa, mas não tem potencial para substituir todos os formatos diversificados da engenharia atual”.

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