Ensino Superior

Jornadas Pedagógicas voltam à FEUC

Júlia Fernandes

Espaço para esclarecer dúvidas dos estudantes de sociologia. NES/AAC traz para debate tema sobre desigualdades de género. Por Júlia Fernandes e Carolina d’Oliveira

As Jornadas Pedagógicas tiveram início esta tarde na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Denominadas pelo atual Núcleo de Estudantes de Sociologia da Associação Académica de Coimbra (NES/AAC), estas tiveram como objetivo esclarecer sobre o funcionamento da licenciatura e consciencializar os estudantes sobre diferenças de géneros.

A primeira parte desta Jornada, destinada aos estudantes de Sociologia, teve como princípio dar a conhecer a funcionalidade do Conselho Pedagógico, assim como a sua atuação em problemas que possam surgir. Este foi um espaço para dúvidas tais como inscrições em avaliações, o funcionamento do Menor, assiduidade e processo de Erasmus.

A presidente do NES/AAC, Beatriz Ribeiro, enfatiza a necessidade dos alunos comunicarem caso se sintam injustiçados, ou percebam algo de errado numa unidade curricular. A partir daí, a situação é apresentada, de forma anónima, ao Conselho Pedagógico de forma a ser resolvida. Na medida que estas Jornadas servem de apoio aos estudantes, a presidente do NES/AAC conta pretender dar continuidade ao projeto.

No segundo momento, iniciou-se a palestra “Dois Géneros, Duas medidas”, com a presença da vice-reitora da UC, Cristina Albuquerque, e de Monica Lopes, investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES). A vice-reitora considera o título do debate “um indicador de preocupação”, tendo em conta que “se há duas medidas, há estereótipos e desigualdade”. Acredita também que a universidade seja um espaço para “criar uma lógica de pensamento crítico e reflexão”. 

A partir de gráficos e exercícios com o público, a investigadora da CES abordou aquilo que é uma realidade atual, a desigualdade de género. Monica Lopes explica o que são “estereótipos enraizados” e como estes impedem julgamentos justos. Por meio de dados, mostra a influência na progressão de carreira e liberdade de escolha por parte do sexo feminino. “O problema não é a diferença entre o homem e a mulher, mas a diferença como são valorizados”, reitera a investigadora.

Monica Lopes relata ainda sobre os problemas de estereótipos de género, que devem ser combatidos desde criança. A investigadora afirma que estes são uma questão social, não biológica e que, por meio da “estimulação de atividades variadas com crianças, é possível que sejam livres de escolha no futuro”. Por fim, a vice-reitora lembra ideias populares e preconceituosas, como o “homem não pode chorar” e “mulher tem que ter filhos”, e salienta a necessidade de combatê-las.

To Top