Cultura

Evolução e dinamismo marcam os 52 anos da Secção Filatélica

A SF/AAC afirma-se como um “contributo para a filatelia nacional”. No entanto, continua a verificar-se falta de jovens nesta modalidade. Por Carolina Cardoso e Cristina Oliveira

Foi com uma visita à Feira das Velharias, seguida de um almoço de convívio e de um passeio pela cidade, que a Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) celebrou o seu 52.º aniversário, no passado dia 25 de fevereiro. As comemorações proporcionaram aos membros um “dia filatélico”, através de uma troca de selos e materiais, como adianta a presidente da SF/AAC, Carolina Pereira.

Em modo de balanço, a presidente afirma que a secção “tem vindo a ser cada vez mais dinâmica” e que “tem evoluído bem ao longo do tempo”, com cada vez mais exposições e colóquios. Como aspetos de distinção, aponta o facto de ser “a única inserida numa associação de estudantes” e de contribuir para a filatelia nacional. “Às vezes não lhe é dado o devido valor, mas a SF/AAC foi fundamental na luta dos estudantes, em 1969”, refere Carolina Pereira, e destaca a passagem de algumas personalidades importantes pela secção.

Acrescenta que “a filatelia é um ‘hobby’ que já não cativa os jovens de hoje”. No entanto, apesar da falta de interesse, “os estudantes continuam a aparecer”, com coleções de selos dos pais e avós, “para saber como funciona a secção”. Neste momento, a SF/AAC conta com “cerca de mil membros efetivos”.

A atividade da secção depende também da disponibilidade dos membros, que “auxiliam a direção na organização de exposições, de mostras filatélicas e de outros eventos”. É deste modo que se dá a conhecer o património cultural e filatélico que a secção possui. Como exemplo, a presidente refere a publicação de livros de carimbos comemorativos, “muito cobiçados e raros”.

Carolina Pereira sente-se satisfeita com as infraestruturas da secção. O facto de esta contar com três salas, justifica-se por “possuir espólio que deve estar acondicionado e guardado”. Para os próximos anos, garante que o objetivo é “continuar a trabalhar”.

Fotografia: João Pimentel

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